HOMENAGEADOS

MARIA FIRMINA DOS REIS

Considerada a primeira escritora brasileira e pioneira na crítica abolicionista da nossa literatura, a maranhense Maria Firmina dos Reis desafiou a intelectualidade masculina e branca ao publicar seu primeiro e único romance Úrsula (1859), uma obra que humaniza personagens escravizados e traz um ponto de vista negro. As denúncias e críticas a escravidão fez com que com o passar dos anos, seu nome desaparecesse. Firmina morreu, cega e pobre, aos 92 anos, e representa uma geração de mulheres negras intelectuais que foram invisibilizadas pela história. Como forma de recuperar sua obra e seu legado, Maria Firmina dos Reis é a autora homenageada da FLUP em 2018.

MARTINHO DA VILA

Martinho da Vila é, ele próprio, uma encruzilhada. Nele se encontram, e dele partem, vetores dos mais relevantes da cultura carioca. O samba, a escola de samba, a cerveja no botequim, as esquinas dos subúrbios e favelas, a negritude, a literatura, as kizombas, andanças e festanças. Martinho é referência para muitas de nossas possibilidades de existência. Ele ainda é um ponto de conexão com a ancestralidade, uma ponte entre Brasil e África construída de palavras e melodias. Foi inevitável o desejo de nos incluirmos nas homenagens pelos seus 80 anos, dedicando-lhe uma coletânea de narrativas curtas inspiradas em suas letras. Cantemos com Martinho, que a vida vai melhorar! Já tá melhorando!

NOTÍCIAS

30 SET
Chamada de artistas Maria Firmina dos Reis

Esta Chamada é direcionada a artistas negras e negros de todo o Brasil. A missão é produzir uma imagem dentro das diretrizes da proposta que represente a figura da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher negra a publicar um romance na América Latina. Segundo estudos, não há registro de nenhum retrato da escritora e sua única imagem, um busto em São Luís-MA, aparece “branqueada”.

Ajude a enriquecer a cultura do Brasil, desenvolva a imagem dessa mulher de suma importância!

E aí galera, vamos participar? Conhece alguma pessoa perfeita para esta chamada? Marque-a aqui!

As inscrições estão abertas até dia 30/09. Acesse o site, baixe o regulamento e fique por dentro de datas, procedimentos e da premiação.

Vem! www.molaa.co/flup2018

06 a 11 NOV
Djamila Ribeiro confirmada na FLUP2018!

Um dos maiores nomes do feminismo negro no Brasil, Djamila Ribeiro é autora dos dois best sellers que estiveram entre os mais vendidos nas recentes edições da Bienal do Livro de São Paulo e Flip — Quem tem medo do feminismo negro? (2018) e O Que é Lugar de Fala? (2017). Ela estará na FLUP 2018, no primeiro lançamento carioca de “Feminismos Plurais”, coleção que coordena e que é uma parceria da Editora Letramento com o Justificando. Pesquisadora na área de Filosofia Política, Djamila foi destaque e a primeira brasileira a participar da Edinburgh International Book Festival, a maior feira de livros do mundo.

Djamila Ribeiro na FLUP 2018 - 06 a 11 de novembro, no Cais no Valongo.

#FLUP2018: – Mesa Feminismos Plurais: 08 de novembro, no Cais do Valongo, Rio de Janeiro.

06 a 11 NOV
VAI COMEÇAR A FLUP 2018!

Com uma programação exclusivamente negra e focada nas mulheres, as vivências da diáspora e a negritude são a temática da sétima edição das FLUP. A escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira escritora brasileira e pioneira na crítica abolicionista na nossa literatura, será a grande homenageada desse ano. O local escolhido para realizar a FLUP foi o Cais do Valongo, local que foi a porta de entrada dos africanos escravizados nas Américas e Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

#FLUP2018: – Festa Literária das Periferias: 6 a 11 de novembro, no Cais do Valongo, Rio de Janeiro.

07 a 11 NOV
Rio Poetry Slam!
Luana Bartholomeu na FLUP!

“Existe uma contradição na forma que as pessoas enxergam a África. Elas idealizam e potencializam demais o território ou só se baseiam no histórico da colonização e escravidão para nos definir. Temos que achar um equilíbrio e desconstruir essas imagens para não desumanizar as pessoas que moram aqui. Temos que buscar a África para nos reconectar com a nossa história e com o que o território e a sociedade é hoje”, disse a poeta brasileira e angolana Luana Bartholomeu, que estará no Rio Poetry Slam, campeonato mundial de poesia falada da #FLUP!

Filha de mãe brasileira e pai angolano, Luana tem dupla nacionalidade e divide sua vida entre a conexão Rio-Luanda. Foi vencedora da 2.ª edição do concurso de spoken word ‘Muhatu’ e vai representar Angola na FLUP. Ela também coordena a produtora de conexão cultural, Aláfia.

#FLUP2018: RIO POETRY SLAM - Campeonato mundial de poesia falada: 7 a 11 de novembro, no Cais do Valongo, Rio de Janeiro.

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