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RODA A SAIA GIRA A VIDA COM BEATRIZ NASCIMENTO



RODA A SAIA GIRA A VIDA

 

O quilombo de Beatriz Nascimento é uma brecha na história do Brasil.

A pessoa negra passa de escravizada a dona de si e de seus próprios caminhos.

Nos pés dos libertadores quilombolas, as raízes de África se fincam em solo brasileiro.

Para contrariar a historiografia de mãos brancas, Quilombo dos Palmares, o primeiro estado livre da América Latina.

Neste chão, dança com a liberdade, escuta como bate forte o coração.

 

Criar quilombo é unir luta, fé e axé.

De quilombo para favela, de quilombo para terreiro, de quilombo para escola de samba.

De quilombo para a poesia, para as telas, para os livros.

Das narrativas de griôs para as escrevivências dos slams, a Flup conclama: é preciso conhecer, ler e celebrar Beatriz Nascimento.

Seu legado intelectual, sua poesia, tudo que ela fez e faz girar.

 

A partir do quilombo, queremos interpretar o mundo com a pensadora afrofuturista.

Porque o sonho de futuro é da mulher, onde a noite não adormece.

No atlântico, as Yabás fazem elos entre os estilhaços do tempo e do espaço. 

Mulheres negras avançam, criam soluções, mudam situações e contam as suas histórias.

Com Beatriz Nascimento, as bases do movimento antirracista e feminista brasileiros.

Ela não nos deixa esquecer: é preciso falar de nós mesmos.

 

Que venham os governantes do G20. Escutem as periferias atlânticas.

Aqui estão os oris que pensam e fazem as novas formas do viver entre África e América.

 

A Flup será feita dessas falas, dessas giras, vindas do encontro com o que não pode ser esquecido e precisa ser ouvido.

Afinal, o que há de mais atual que a ancestralidade?

O que mais pode perturbar a estrutura que uma mulher negra que escreve?

Escuta, na gira de Beatriz, todo mundo roda e a vida se transforma.

 

Para se encontrar em Beatriz, para se ver em Beatriz, roda a saia, gira a vida.

Vem pra Flup!

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