A solidão da mulher negra, com Fernanda Felisberto, Flávia Oliveira e Jurema Werneck


O nosso próximo painel discutirá a solidão da mulher negra, do seu conceito clássico às novas ramificações dessa vivência. Quando refletimos sobre a solidão, temos em mente a figura da mãe solo que cuida dos filhos ou da avó que abdica de todos os prazeres para cuidar da prole. Porém, mesmo quando falamos de mulheres negras com uma vida afetiva resolvida, elas trarão consigo uma dor narcísica de sua própria existência, intitulada como dororidade.


“A solidão da mulher negra” será sobre as feridas do colonialismo que produzem cicatrizes muito delicadas. Ao serem tocadas, reativam uma memória afetiva marcada de experiências negativas. Mesmo num ambiente de empoderamento, há uma nova solidão. A mulher negra que ascende socialmente já não é mais do mundo do qual veio, mas também não pertence ao mundo em que está inserida. Quando olha pro lado, não enxerga seus pares. É um não-lugar.


Todas essas mulheres têm um fantasma do passado e a concretude de uma sociedade racista que diz que seu corpo é feio. Qual é a relação da sociedade com o meu cabelo? Meu corpo? Meu nariz? Esse corpo negro não é o corpo aceito historicamente.


Essas reflexões serão debatidas por Fernanda Felisberto e Jurema Werneck, com mediação de Flávia Oliveira, no dia 04 de Agosto, às 19h, no YouTube e Facebook da Flup!

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